UILCON PEREIRA E AS FORMAS DO PROTESTO NA FICÇÃO PÓS-64

Eloésio Paulo

Resumo


Delimitada por um senso de urgência histórica, grande parte da ficção que se produziu sob o regime instaurado pelo golpe militar de 1964 enquadra-se no que Antonio Candido chamou “literatura contra” e cumpre a função definida por Davi Arrigucci Jr. como “vicária”em relação àquela que os veículos de comunicação, emparedadados pela censura ou conformados à autocensura, deixavam de cumprir. Livros tão diferentes como Lúcio Flávio, o passageiro da agonia, de José Louzeiro, e O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira, tiveram em comum o fato de permitirem a um público relativamente numeroso o acesso a temas proibidos ou reprimidos por não interessarem à ditadura militar.

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