Revista DisSoL - Discurso, Sociedade e Linguagem http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol <p>A Revista DisSoL – Discurso, Sociedade e Linguagem ( ISSN 2359-2192) – é uma publicação eletrônica semestral, organizada e editada por pesquisadores discentes e docentes do PPGEduCS-UNIVÁS. Com o objetivo comprometido na divulgação da produção acadêmica de pesquisadores cujas pesquisas se filiam à área dos Estudos da Linguagem, a Revista DisSoL disponibiliza um espaço destinado, prioritariamente, à publicação de artigos de discentes da pós-graduação e da graduação, além da publicação de artigos produzidos por pesquisadores convidados. A Revista disponibiliza espaço para publicação de artigos originais, resenhas, entrevistas e produção artística, além das seções convidados e editorial.</p> Universidade do Vale do Sapucaí pt-BR Revista DisSoL - Discurso, Sociedade e Linguagem 2359-2192 <p><br />Autores que publicam na Revista DisSol mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>Ao submeterem textos para avaliação e possível publicação nesta revista os autores comprometem-se a respeitar os preceitos éticos de produção e publicação de pesquisas científicas.</p> Editorial http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/992 Revista DisSoL Atilio Salles Valéria Motta Copyright (c) 2021 Revista DisSoL; Atilio Salles, Valéria Motta 2021-08-17 2021-08-17 13 10.35501/dissol.vi13.992 A ESTRUTURAÇÃO DA VIOLÊNCIA EM PEPI, LUCI, BOM E OUTRAS GAROTAS DE MONTÃO http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/587 <p>Baseando-se, sobretudo, nos estudos de Michel Pêcheux, este artigo analisa o longa-metragem de ficção Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão (1980), do diretor espanhol Pedro Almodóvar, a partir de sua estrutura semântica, relacionando o filme ao conceito de identificação e vendo como é possível estabelecer uma reflexão sobre uma violência que coloca em evidência o jogo paradoxal entre repressão e transgressão. Por fim, será visto como o sujeito percebe o sentido como seu constitutivo, justamente por causa de sua relação com a identificação, demonstrando, assim, a força do funcionamento da ideologia.</p> Daniel Gomes Martins Copyright (c) 2021 Daniel Gomes Martins 2021-08-17 2021-08-17 13 05 12 10.35501/dissol.vi13.587 DISCURSO DA IDENTIDADE SERGIPANA E NORDESTINA NA CAMPANHA ELEITORAL DE 2018 AO GOVERNO DO ESTADO DE SERGIPE http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/735 <p>Através dos princípios teórico-metodológicos da Análise do Discurso fundada por Michel Pêcheux, numa interface com a psicanálise, o presente artigo tem como objetivo analisar as campanhas de Belivaldo Chagas e Valadares Filho, os dois candidatos que concorreram ao governo de Sergipe no segundo turno das eleições de 2018, mais buscando compreender o imaginário discursivo presente no <em>corpus</em> acerca dos candidatos bem como o papel desempenhado pelos mecanismos de identificação e da construção da identidade. O <em>corpus</em> foi constituído por 3 posts no perfil do Instagram de cada candidato. Concluímos que os sujeitos se filiam a uma formação discursiva da sergipanidade e da nordestinidade, na qual se constroem suas identidades, pois é na FD que os sujeitos realizam sua identificação. Assim, a filiação a esse discurso comparece na superfície linguística através de traços (idealizados) de identificação dos sujeitos com a sergipanidade e a nordestinidade, o que pode fazer os eleitores olharem os candidatos com bons olhos.</p> FABIO TFOUNI Julia Renata Pereira Copyright (c) 2021 FABIO TFOUNI, Julia Renata Pereira 2021-08-17 2021-08-17 13 13 25 10.35501/dissol.vi13.735 HUMOR E ESTEREOTIPIZAÇÃO DA MULHER EM CAMPANHAS PUBLICITÁRIAS http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/756 <p>O presente trabalho propõe analisar os efeitos do humor e o estereótipo da mulher em campanhas publicitárias, a partir dos pressupostos da Teoria Semiolinguística de Patrick Charaudeau, para compreender como e com quais propósitos a publicidade utiliza de tais mecanismos em suas intenções comerciais. Metodologicamente, lançou-se mão dos estudos de Charaudeau (1983) e a noção de estereótipo emergente de Amossy (2004), além da compreensão de humor com base em Boaventura e Freitas (2014), entre outros.&nbsp; O <em>corpus</em> da pesquisa constitui-se de dois memes da Sopas Vono, marca pertencente à Ajinomoto do Brasil e um texto publicitário do Analgésico Novalfem, da empresa Sanofi. Todo o material analisado foi utilizado pelas empresas para divulgação dos produtos nas redes sociais da marca.&nbsp; Os resultados corroboram que a publicidade reforça estereótipos presentes no imaginário coletivo em relação à mulher, valendo-se do mecanismo do humor.</p> HADINEI RIBEIRO BATISTA MARIA APARECIDA SOUZA Copyright (c) 2021 HADINEI RIBEIRO BATISTA, MARIA APARECIDA SOUZA 2021-08-17 2021-08-17 13 26 41 10.35501/dissol.vi13.756 SISTEMAS DE LINGUAGENS NÃO-BINÁRIAS EM GÊNERO E SEXUALIDADE http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/835 <p><em>A linguagem é um sistema mutável e atravessado por construções ideológicas que influenciam o modo como os discursos (efeitos de sentidos entre os interlocutores) ocorrem, demarcando relações de poder. As representações de gênero e sexualidade se inserem nessa sistemática ideológica na medida em que a linguagem binária estabelece a predominância do masculino sobre o feminino. Portanto, é importante compreender como sistemas de linguagens não-binários produzem representações das relações de poder no tocante ao gênero dos sujeitos. O objetivo desta pesquisa é mapear e compreender os principais sistemas de linguagens não-binárias em português no campo da sexualidade e gênero. Este é um estudo documental, descritivo e qualitativo sobre sistemas de linguagem não-binárias el, ilu, elu, x e @ disponíveis em blogs analisados a partir do referencial teórico da Análise de Discurso francesa de Michel Pêcheux. Os principais resultados indicam que os modos de funcionamento destes sistemas de linguagens não-binárias (como operacionalizam a substituição de pronomes e de artigos e promovem reformulações frasais pretendendo a des-generificação do discurso) e seus atravessamentos ideológicos.</em></p> Rafael De Tilio Mariana de Paiva Pelet Vieira Copyright (c) 2021 Rafael De Tilio, Mariana de Paiva Pelet Vieira 2021-08-17 2021-08-17 13 42 54 10.35501/dissol.vi13.835 LUTA E DISCURSO: NA PARADA LIVRE, A COMUNIDADE LGBT+ CLAMA… http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/866 <p><em><span style="font-weight: 400;">Entre ditos e não-ditos, o movimento LGBT+ se apresenta e apresenta-nos como a luta por direitos e transformação social é importante. Este artigo, norteado pelos fundamentos da Análise do Discurso pecheutiana, busca elencar os diferentes discursos que cingem as minorias sexuais. Neste viés, estão presentes discussões sobre discurso de ódio e discurso revolucionário; é apresentada a heterogeneidade discursiva como constituinte de uma luta por efeitos de sentido e posições sujeito. Para tanto, o corpus de análise se constitui com os discursos da Parada Livre de Porto Alegre nos anos de 2017, 2018 e 2019 em seus slogans de divulgação do evento, fazendo refletir, desse modo, sobre a voz que a comunidade tem e/ou (não) é dada. Assim, ouvir esses discursos é possibilitar a discussão sobre preconceitos, direitos, violência e violações; o que se apresenta como uma ação cotidiana necessária, como também é ressoar os chamamentos de clamar por direitos.</span></em></p> Ezequiel Nunes Pires Copyright (c) 2021 Ezequiel Nunes Pires 2021-08-17 2021-08-17 13 55 68 10.35501/dissol.vi13.866 RESSIGNIFICANDO DISCURSOS: http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/907 <p><em>O governo de Minas Gerais realizou uma campanha publicitária, veiculada no dia 17 de maio de 2017 - Dia Internacional contra LGBTfobia, cuja finalidade era de reverter a LGBTfobia presente na sociedade brasileira, sobretudo no estado de Minas. Neste contexto, o presente estudo teve o objetivo de examinar os anúncios publicitários pertencentes a esta campanha do governo. Especificamente, buscou-se apresentar os anúncios publicitários selecionados e fazer uma análise, considerando o gênero discursivo, aspectos específicos da linguagem publicitária, contexto sócio-histórico e as relações dialógicas que estabelecem. Ao realizar a análise, verificou-se que os anúncios publicitários se apropriaram de enunciados preconceituosos e homofóbicos para dar um novo sentido para eles, sendo uma forma de combater o preconceito por meio da linguagem. Reafirma-se que os enunciados devem ser percebidos além do aspecto linguístico gramatical, considerando as relações dialógicas estabelecidas com outros diálogos</em> (<em>Bakhtin, 2003) e a ressignificação de discursos presentes na sociedade.</em></p> Luiz Guilherme de Brito Arduino Eliana Vianna Brito Kozma Copyright (c) 2021 Luiz Guilherme de Brito Arduino, Eliana Vianna Brito Kozma 2021-08-17 2021-08-17 13 69 81 10.35501/dissol.vi13.907 DA NECESSÁRIA COERÊNCIA ENTRE ONTOLOGIA, EPISTEMOLOGIA E METODOLOGIA http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/911 <p><em>Este artigo apresenta algumas reflexões sobre os aspectos ontológicos, epistemológicos e metodológicos envolvidos na realização de pesquisas em Estudos Críticos do Discurso. Argumentamos que pesquisadoras e pesquisadores interessadas/os em analisar a função da semiose em problemas sociais e morais devem, primeiramente, refletir sobre a construção de seus projetos de investigação. Nossa discussão baseia-se na ontologia realista crítica do funcionamento da sociedade e na ontologia da linguagem na sociedade teorizada na abordagem relacional-dialética dos Estudos Críticos do Discurso. Mostramos como esse arcabouço teórico pode ser posto em prática a partir de nossa experiência empírica na condução do projeto “Representação em disputa: uma análise de discurso crítica da Parada LGBTQI+ Livre de Brasília”. Assim, relacionamos teoria e prática a fim de indicar que a necessária coerência entre decisões ontológicas, epistemológicas e metodológicas só logra êxito quando nossas escolhas são submetidas ao escrutínio próprio, no processo reflexivo, e, idealmente, à apreciação de outras pessoas, em relações colaborativas.</em></p> Raylton Carlos de Lima Tavares Viviane de Melo Resende Copyright (c) 2021 Raylton Carlos de Lima Tavares, Viviane de Melo Resende 2021-08-17 2021-08-17 13 10.35501/dissol.vi13.911 O DISPOSITIVO DA TRANSEXUALIDADE E AS VISIBILIDADES TRANS NA WEB http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/913 <p>O artigo propõe-se, na esteira dos estudos discursivos inspirados nas elucubrações de Michel Foucault , analisar como se constituem certas linhas de visibilidade e enunciabilidade que produzem o sujeito transexual a partir da noção de dispositivo. Para isso, buscou-se na <em>internet </em>captar materialidades que versam sobre a existência trans em variadas ordens de saber, tais como a Medicina, a Justiça, a Mídia jornalística, etc. Nessa ótica, depreende-se que emergem, ultimamente, nas mídias sociais possibilidades diversas de sujeitos transexuais darem-se a ver. Por tais práticas, subentende-se a construção de narrativas de si em mídias sociais, bem como práticas de objetivação que intentam produzir verdades sobre esses sujeitos. O questionamento que norteia o estudo é: como é objetivado o sujeito transexual em materialidades da WEB que lhes permitem enunciar (sobre) suas existências? As análise constroem-se a partir das seguintes materialidades: i) vídeo do canal Mandy Candy; ii) Notícia do site do Governo do Ceará sobre uso de nome social por pessoas transexuais no estado; iii) Notícia sobre a velhice de sujeitos transexuais; iv) Notícia sobre a atriz transexual brasileira Glamour Garcia e sua estreia na novela A dona do pedaço da Rede Globo em 2019. Entende-se, com o estudo, que as mídias digitais permitem visibilidades e enunciabilidades diversas aos sujeitos trans, seja pela espetacularização do íntimo, seja na objetivação do sujeito pelos diversos campos de saberes através práticas descritoras, categorizadoras ou de narração que inscrevem verdades sobre os gêneros.</p> Izaías Serafim de Lima Neto Francisco Vieira da Silva Copyright (c) 2021 Izaías Serafim de Lima Neto, Francisco Vieira da Silva 2021-08-17 2021-08-17 13 96 108 10.35501/dissol.vi13.913 PRÁTICAS DE SUBJETIVAÇÃO NO/A PARTIR DO FILME CORINGA, DE TODD PHILLIPS http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/921 <p>Neste artigo, objetivamos identificar e analisar práticas de subjetivação dos sujeitos-personagens Arthur/Coringa em constituições identitárias na trama narrativa do filme Coringa, direção de Todd Phillips (2019). Para tanto, inscrevemo-nos no campo da Análise do Discurso francesa, especificamente nas ferramentas teórico-analíticas de Foucault (1999, 2001, 2003, 2004, 2008a, 2008b, 2010, 2012) como, por exemplo, sujeito, práticas de si, subjetivação, dessubjetivação e loucura. A partir das análises de quatro pôsteres, postos em diálogo com acontecimentos da narrativa fílmica, &nbsp;destacamos que a constituição identitária de Arthur/Coringa se instaura a partir de uma série de movimentações, deslocamentos e inversões a partir de práticas de subversão, tais como, atos de violência e resistência aos jogos de verdade, poder-saber que incidem sobre os sujeitos determinando o que se pode e deve fazer.</p> Wânia Gomes Mariano Vieira Guilherme Figueira-Borges Copyright (c) 2021 Wânia Gomes Mariano Vieira , Guilherme Figueira-Borges 2021-08-17 2021-08-17 13 AS MODALIDADES DEÔNTICA E VOLITIVA NOS DISCURSOS DO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/925 <p><em>Este trabalho tem por objetivo descrever e analisar as modalidades deôntica e volitiva como recurso e estratégia argumentativa nos discursos políticos do presidente Jair Bolsonaro</em>. <em>Para isso, recorre-se aos estudos de Modalização Discursiva e aos estudos relativos à modalidade deôntica, que é referente a regras e normas de conduta, e à modalidade volitiva, que diz respeito ao que é (in)desejável. Nesse sentido, foram selecionados 12 discursos proferidos pelo então presidente brasileiro Jair Bolsonaro entre os anos de 2018 e 2020. Após a análise das ocorrências, constatou-se que, na instauração das modalidades deôntica e volitiva, o presidente opta por se incluir no valor modal instaurado e uma aproximação com seu público-alvo, procurando, para isso, ser mais assertivo em relação ao conteúdo modal instaurado. Averiguou-se também que a orientação modal predominante é para o Participante, o que revela as pretensões do presidente em realizar ação políticas e a imposição de deveres a ele e aos demais integrantes de seu governo, sendo os valores modais de intenção e obrigação majoritários.</em></p> André Silva Oliveira Copyright (c) 2021 André Silva Oliveira 2021-08-17 2021-08-17 13 125 140 10.35501/dissol.vi13.925 “SE A COISA TÁ PRETA, A COISA TÁ BOA” http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/846 <p>Este artigo tem como objetivo discutir a resistência a partir das expressões <em>“cor do pecado” </em>e <em>“a coisa tá preta”</em>, cujos sentidos homogeneizados atualizam o discurso racista. O <em>corpus</em> é formado pelas músicas <em>Da cor do pecado</em> (1959), de composição de Bororó, <em>Meu caro amigo</em> (1976), de Chico Buarque, <em>A coisa tá preta</em> (2016), de Rincón Sapiência, e, também, a ilustração da artista Denise Silva. Para atingir os objetivos do trabalho, o <em>corpus</em> será tratado a partir da Análise de discurso francesa e serão articulados os conceitos de memória discursiva, resistência e desidentificação.</p> Luciana Vinhas Copyright (c) 2021 Luciana Vinhas 2021-08-17 2021-08-17 13 141 156 DESSUPERFICIALIZAÇÃO LINGUÍSTICA NO SUS 30 ANOS: http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/861 <p><em>Neste artigo, estando inseridos no panorama epistemológico da Análise de Discurso Materialista pré 1975, AD-1, buscamos analisar as relações de assujeitamento e resistência do sujeito enfermeiro frente ao imemorial da enfermagem e o Sistema Único de Saúde. Nessa rede de tensionamentos oriundos da ruptura com a hegemonia médica na saúde com o SUS, analisamos recortes dessa textualização que articula o histórico à materialidade presente no documentário SUS 30 anos. Trabalhando com os processos de textualização e articulação dos enunciados, questionamos o indivíduo assujeitado pela enfermagem quanto à sua mobilização e rebeldia frente às coerções colocadas a ele. Dada a complexidade imposta nas análises com saúde pública, trabalhamos intimamente conectados com os estudos de enunciação, empregando um recorte epistemológico menos usual nos trabalhos atuais em Análise de Discurso, com maior ênfase no processo de dessuperficialização linguística. Com esse primeiro passo concluído, pudemos delinear objetos discursivos e assim, lançarmos a pedra fundamental para futuras investigações conectadas com o campo da saúde.</em></p> Júlio César dos Reis Petter Luciene Jung de Campos Copyright (c) 2021 Júlio César dos Reis Petter, Luciene Jung de Campos 2021-08-17 2021-08-17 13 157 172 10.35501/dissol.vi13.861 ALÉM DO DITO: UMA ANÁLISE DOS ENUNCIADOS COM VIÉS POLÍTICO NA REDE MIDIÁTICA TWITTER http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/862 <p>Juntamente ao avanço tecnológico, percebe-se a influência e a importância que as redes socais possuem e, de certa forma, assumem, ao se tratar de grandes assuntos, como, neste caso, a política. Os debates políticos no Brasil se intensificaram no ano de 2016, um conturbado ano para a política brasileira, e teve um grande palco: a rede social Twitter; ocasionando enunciados que nos serviram de objeto de análise sob a ótica do letramento digital (ROJO, 2007), situados em um ciberespaço (LEVY, 1999), visando esses enunciados como uma prática social (CORRÊA, 2002) que possibilitam a expressão ideológica representada em posicionamentos políticos e suas vertentes por meio das multissemioses disponíveis na plataforma, tais como signos, imagens e vídeos, assim como todo o aparato característico do Twitter. A partir da análise dos enunciados, vemos nos memes e na linguagem escrita um posicionamento assumido em debate, tanto daquele que escreve quanto daquele que o lê, que nos chama a atenção para a falsa postura de neutralidade ainda existente quando debatemos sobre política, religião ou qualquer outro assunto, tendo em vista que, sujeitos assujeitados à língua como somos, a nossa formação não nos possibilita a oportunidade de sermos neutros.</p> Mauricio Barbosa Oliveira Aina de Oliveira Rocha Copyright (c) 2021 Mauricio Barbosa Oliveira, Aina de Oliveira Rocha 2021-08-17 2021-08-17 13 173 181 10.35501/dissol.vi13.862 GÊNERO NOTÍCIA http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/898 <p>Na esfera jornalística, a notícia é um dos gêneros jornalísticos mais conhecidos pelos leitores. Ter acesso à informação faz parte das situações cotidianas dos sujeitos para se atualizarem do que acontece ao seu redor e compreender a mensagem passada pelo meio de comunicação, a qual ela faz parte, porém muitos meios de comunicação, sejam impressos, digital ou auditivos, como por exemplo, o podcast, se isentam da responsabilidade do conteúdo publicado. Logo, o principal objetivo deste artigo é analisar os discursos alheios nos enunciados concretos construídos na notícia, porque se trata de um gênero jornalístico cuja finalidade é informar o sujeito dos fatos mais relevantes do cotidiano, e o conceito de representação no gênero notícia no jornal <em>O Estado de S. Paulo </em>compreendendo o posicionamento ideológico transmitido mesmo que de uma forma velada nesse gênero discursivo. Nosso embasamento teórico-metodológico são os pressupostos bakthinianos discurso alheio, enunciado concreto, o conceito de representação e práticas trabalhadas pela Análise Crítica do Discurso, doravante ACD, de acordo com os pressupostos teóricos de Fairclough (2003) e as contribuições das características da notícia pela Análise do Discurso de linha francesa e comunicação jornalística.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Mídia digital impressa; Análise Crítica do Discurso; enunciado concreto; notícia</p> Érica Alves Soares Alves Soares Copyright (c) 2021 Érica Alves Soares Alves Soares 2021-08-17 2021-08-17 13 182 191 10.35501/dissol.vi13.898