PRÁTICAS DE SUBJETIVAÇÃO NO/A PARTIR DO FILME CORINGA, DE TODD PHILLIPS

  • Wânia Gomes Mariano Vieira Universidade Federal de Catalão
  • Guilherme Figueira-Borges Universidade Estadual de Goiás
Palavras-chave: Sujeito, Práticas de si, Dessubjetivação, Coringa

Resumo

Neste artigo, objetivamos identificar e analisar práticas de subjetivação dos sujeitos-personagens Arthur/Coringa em constituições identitárias na trama narrativa do filme Coringa, direção de Todd Phillips (2019). Para tanto, inscrevemo-nos no campo da Análise do Discurso francesa, especificamente nas ferramentas teórico-analíticas de Foucault (1999, 2001, 2003, 2004, 2008a, 2008b, 2010, 2012) como, por exemplo, sujeito, práticas de si, subjetivação, dessubjetivação e loucura. A partir das análises de quatro pôsteres, postos em diálogo com acontecimentos da narrativa fílmica,  destacamos que a constituição identitária de Arthur/Coringa se instaura a partir de uma série de movimentações, deslocamentos e inversões a partir de práticas de subversão, tais como, atos de violência e resistência aos jogos de verdade, poder-saber que incidem sobre os sujeitos determinando o que se pode e deve fazer.

Biografia do Autor

Wânia Gomes Mariano Vieira , Universidade Federal de Catalão
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL) da Unidade Acadêmica Especial de Letras e Linguística (UAELL) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Regional Catalão - UFG/UFCat. É mestra do Programa de Estudos da Linguagem (PMEL) da Unidade Acadêmica Especial de Letras e Linguística (UAELL) da Universidade Federal de Goiás (UFG), Regional Catalão. É membro do grupo de pesquisa Laboratório de Estudos Polifônicos (UFU). Possui graduação em Licenciatura Plena em Letras e Respectivas Literaturas pela Universidade Estadual de Goiás (2013), com especialização em Docência do Ensino Superior (2014). Possui graduação em Administração de Empresas pela Faculdade de Piracanjuba (2007), com especialização em Gestão Estratégica em Marketing (2009). Tem experiência na área de Letras no ensino superior ministrando as disciplinas de Linguística II, Fonética e Fonologia da Língua Portuguesa, Produção do trabalho acadêmico, Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa, Didática, Língua Portuguesa IV, Texto e gramática da Língua Portuguesa, Língua Inglesa I e V, LIBRAS, e Orientação de Estágio Supervisionado de Língua Inglesa.
Guilherme Figueira-Borges, Universidade Estadual de Goiás
Graduado em Letras pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU (2006). Mestrado (2010) e Doutorado (2014) em Estudos Linguísticos pelo Programa de Pós-graduação em Estudos Linguísticos, Universidade Federal de Uberlândia - UFU. Atualmente, é Docente de Ensino Superior Doutor (DES IV) da Universidade Estadual de Goiás (UEG) no Câmpus Morrinhos, atuando no Curso de Letras e no Programa de Pós-graduação em Língua, Literatura e Interculturalidade (POSLLI/UEG). Está credenciado, também, no Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL/UFG Catalão). É coordenador do grupo de pesquisa: Grupo de Estudos do Discurso e de Nietzsche (GEDIN/UEG/CNPq). E desenvolve pesquisas nos seguintes temas: Ensino-Aprendizagem de Língua Portuguesa; Análise do Discurso; Diálogos entre as Teorias do Discurso e as Teoria(s) de Nietzsche.

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Publicado
2021-08-17
Como Citar
Vieira , W. G. M., & Figueira-Borges, G. (2021). PRÁTICAS DE SUBJETIVAÇÃO NO/A PARTIR DO FILME CORINGA, DE TODD PHILLIPS. Revista DisSoL - Discurso, Sociedade E Linguagem, (13). Recuperado de http://ojs.univas.edu.br/index.php/revistadissol/article/view/921